Heineken, Coca-Cola e Fiat são os novos patrocinadores do SWU

27 10 2011

Restando apenas 18 dias para o início do SWU (Starts With You), festival de música e movimento de conscientização pela sustentabilidade idealizado por Eduardo Fischer, presidente do Grupo Totalcom, três novas empresas se unem ao projeto: MPM, Melitta e Ipiranga. Heineken, Coca-Cola e Fiat dividem as demais cotas de patrocínio do evento, que tem a cidade paulista de Paulínia como patrocinadora máster pelos próximos cinco anos.

“A Heineken dá nome a um dos quatro palcos do festival, o Heineken Greenspace. Este ano, ele terá cinco mil metros quadrados, tamanho três vezes maior em relação à estrutura do ano passado”, conta o produtor artístico Theo Van Der Loo, que não deu detalhes sobre as ações de ativação das demais marcas.

O festival ocupará uma área total de 1,7 milhões de metros quadrados e disponibilizará ao público quatro praças de alimentação, área de camping para 1.500 barracas, estacionamento para 16.500 veículos e 13 postos médicos. Durante os três dias de evento (de 12 a 14 de novembro), serão gerados mais de nove mil empregos diretos e indiretos. “O SWU terá um impacto financeiro positivo muito grande para Paulínia. A expectativa é que a prefeitura obtenha um retorno de R$ 30 milhões”, afirma Eduardo Fischer.

Nomes como Duran Duran, Hole, Black Eyed Peas, Chris Cornell e Snoop Dogg fazem parte das mais de 70 atrações musicais do evento, que conta, ainda, com 26 convidados nacionais e internacionais, entre cientistas, políticos e artistas, todos palestrantes na 2ª edição do Fórum Global de Sustentabilidade. “Serão três dias de debates em prol de um mundo mais sustentável, com participação de personalidades como os músicos Neil Young e Bob Geldof, a vencedora do Nobel da Paz Rigoberta Menchú e a ex-ministra Marina Silva”, explica Van Der Loo.

Uma das novidades da edição 2011 é o projeto Cinema ao Ar Livre, realizado em parceria com a ONG Buriti Filmes e a instituição italiana Ecovision, que exibirá produções relacionados à sustentabilidade.

Via: Exame





Qual valor de um patrocínio ?

23 09 2010

Empresas investem em grandes eventos culturais e esportivos para posicionar e agregar valores à marca. No caso das multinacionais, ainda há a vantagem de regionalizar ações. Mas não vale investir em qualquer coisa, a marca tem que ”aderir” ao evento.

Você, consumidor, pode até nem notar, mas, quando uma empresa resolve colocar a marca dela (e o dinheiro) estampada em grandes eventos culturais e esportivos, ela está a fim de ser percebida. Da melhor forma. Associar os atributos de um evento à marca é o principal objetivo de quem aposta nos patrocínios. E há quem aposte alto.

Nesta semana, por exemplo, a organização do Planeta Terra Festival 2010 anunciou aumento de 112% no faturamento obtido com as cotas de patrocínio. Os patrocinadores masters Nokia, Gillette, Telefonica, Tridente e Volkswagen, além de outros cotistas de apoio, vão investir R$ 17,5 milhões no festival de música que acontece em São Paulo, no dia 20 de novembro.

Engana-se, no entanto, quem pensa que tanto dinheiro assim é pouco frente ao retorno em vendas para as empresas. Mais que gerar volume de vendas, como faz uma propaganda convencional em mídia tradicional, “o patrocínio cria percepção de marca, posicionando-a no mercado e capitalizando atributos emocionais”, segundo definição do diretor-geral da consultoria de marcas BrandAnalitics, Eduardo Tomiya.

Ele cita o exemplo recente do Bradesco ao patrocinar a companhia circense Cirque du Soleil. Para Eduardo Tomiya, vincular o nome do banco ao espetáculo foi “estratégia fundamental” para lançar o Bradesco Prime. “Sempre tido como banco ‘popular’, o Bradesco associou sua marca aos atributos do sofisticado Cirque para atingir a alta renda”, afirma.

Outro exemplo foi a Petrobras que, na briga com a Shell pela percepção da marca como conceito de tecnologia, patrocinou a Honda na Fórmula 1. “Se a Petrobras estivesse fora disso, talvez tivesse sido mais difícil internacionalizar a marca”, avalia Eduardo Tomiya.

Ação

Não basta, no entanto, expor as marcas. Segundo o publicitário Andrey Ohama, a briga pela percepção de uma marca nos grandes eventos vai depender das experiências que esta marca proporciona às pessoas lá. É a chamada brand experience ou ativação de marca.

”Há três anos, criamos, junto ao camarote da Coca-Cola, no Ceará Music, uma garrafa gigante que explodia em papel picado e djs que roubavam a cena nos intervalos dos shows. A concorrência teve que se virar nos trinta para não passar despercebida. Mas passou”, conta o publicitário.

E MAIS…

Recentemente, a Honda deixou a Fórmula 1. Mas, sem detalhes, o diretor da BrandAnalitics, Eduardo Tomiya, afirmou que a Petrobras deve retornar, em breve, às pistas.

O Ceará Music 2010 tem investimentos de cerca de R$ 4,5 milhões e terá como patrocinadores Renner, Coca-Cola, Antarctica e Vivo.

Via: O povo online





Patrocínio Esportivo no Mercado de Bebidas

7 07 2010

Como pode ser percebido a partir de textos anteriores, o patrocínio esportivo surge como opção de investimento de, principalmente, grandes empresas que buscam estreitar a relação com seus consumidores, ao mesmo tempo que passam mensagens de saúde, emoção e jovialidade, conseguindo assim o rejuvenescimento de suas marcas.

O patrocínio esportivo pode ocorrer pela associação com um clube, um evento ou a um jogador, dependendo da ação adotada pela empresa patrocinadora, da mensagem que ela deseja passar e do público que pretende atingir. O relativo baixo custo (frente a propaganda na televisão, por exemplo) aliado à exposição espontânea gerada e à amplitude de atingimento do público alvo, fazem com que o patrocínio venha se tornando não apenas uma alternativa ao marketing tradicional, mas também uma importante arma na guerra em mercados cada vez mais competitivos.

O setor de bebidas é conhecidamente um dos mercados mais competitivos e que demandam ações mais agressivas de seus players. E é nesse cenário que as empresas Ambev e Femsa estão situadas. A disputa entre as duas ocorre tanto no setor de refrigerantes, como também no de cervejas.

A Ambev é patrocinadora oficial da Seleção Brasileira desde 2002, quando começou a utilizar a imagem do Guaraná Antártica com o mote de um produto genuinamente brasileiro, aproveitando a visibilidade que a Copa do Mundo daquele ano daria à marca (e consequentemente, à empresa). No final de 2009, a Femsa se aliou ao G4 paulista (grupo com os 4 maiores clubes do estado – Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo), utilizando sua principal marca, a Coca-Cola.

A Ambev não tardou a reagir e, em resposta à ação da Femsa no final do ano passado, fechou parceria com o Flamengo e já está em negociações com o Vasco. A parceria com o rubro negro permitirá a utilização da imagem do clube em propagandas, promoções, latas de bebidas e também a exibição da logomarca da empresa nos backdrops do futebol. Em contrapartida, a Ambev abrirá, no mínimo, 5 bares temáticos do Flamengo por ano, fora do Rio de Janeiro, e ajudará na reforma de cinco bares existentes na Gávea. Já com o alvi-negro, a proposta é mais modesta, uma vez que a intenção é firmar um patrocínio para as mangas das camisas do clube.

Nota-se claramente a diferença de estratégia das empresas: pelo lado da Femsa, a empresa optou por uma atuação demograficamente mais restrita (exposição regional), porém com alto potencial de retorno financeiro, uma vez que o estado de São Paulo é o pólo econômico brasileiro, com maior renda per capita do país e conseqüente maior potencial de consumo.

Já a Ambev opta por uma estratégia mais abrangente. Apenas o fato de se associar à Seleção Brasileira já indica a busca por uma exposição nacional. Ademais, a escolha, principalmente pelo Flamengo, visa atingir não apenas a maior torcida do país, mas também a mais fragmentada pelo território brasileiro. Um estudo realizado pelo clube carioca estima que cerca de 80% dos torcedores flamenguistas estão fora do Rio de Janeiro.

Já no setor de cervejas, a Femsa também buscou vincular a Kaiser ao G4, sendo uma ação pautada pela estratégia de renovação da marca e retomada do prestígio da cerveja que já foi líder de vendas no mercado nacional.

Por outro lado, a Ambev utiliza a Brahma desde 1994 como, também, patrocinadora oficial da Seleção Brasileira. E em 2010 se lançou em projetos ainda maiores, se tornando patrocinadora oficial das Copas do Mundo de 2010 e 2014 (a primeira empresa brasileira a poder ostentar tal feito).

Enfim, fica clara a importância da utilização de ações de marketing esportivo por cada uma das empresas, principalmente quando tratamos da cerveja e levando em conta as restrições impostas pela legislação para a publicidade de bebidas alcoólicas. Cada uma adota uma estratégia diferente, sendo que a Ambev se mostra mais voltada para ações nacionais, enquanto a Femsa visa mercados regionalizados, principalmente devido às suas restrições geográficas (a empresa mexicana possui filiais nos mercados de São Paulo, Belo Horizonte e Campo Grande).

Artigo publicado no blog: Futebol & Marketing








Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 455 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: