CBV em crise com Banco do Brasil

25 03 2014

cvb

A crise no vôlei brasileiro respingou nesta segunda-feira no Banco do Brasil, patrocinador da CBV há 23 anos. Em nota oficial, a instituição financeira avisou que “não irá compactuar com qualquer prática ilegal” e pediu uma apuração rigorosa para seguir apoiando a modalidade.

A divulgação da nota aconteceu após denúncias da ESPN Brasil divulgando reportagens revelando que empresas de pessoas de dentro da CBV recebem por contrato de “prestação de serviços de representação e assessoria comercial”.

Numa delas, a Logística e Serviços LTDA, de Marcos Antônio Pina Barbosa, que após as denúncias deixou o cargo de superintendente da CBV, teria recebido R$ 10 milhões para prestar serviços de responsabilidade da CBV. A empresa funcionou como uma interlocutora, sem exercer essa função.

Em outra, a denúncia foi feita contra a S4G Gestão de Negócios, empresa de Fábio André Dias Azevedo. Como pessoa física, o dono da S4G ocupa o cargo de “Diretor Geral” no expediente da FIVB, primeiro cargo abaixo do presidente Ary Graça Filho.

O acordo com a S4G também previa R$ 10 milhões em cinco anos de contrato. Assim, somando as cotas previstas para a SMP e para a S4G, a CBV prevê pagamento de R$ 20 milhões para estas agências em cinco anos, por comissão pelo contrato de patrocínio com o Banco do Brasil.

Confira na íntegra a nota oficial do Banco do Brasil

Em relação às denúncias envolvendo a Confederação Brasileira de Vôlei, o Banco do Brasil esclarece que não irá compactuar com qualquer prática ilegal, ou que seja prejudicial ao esporte, eventualmente cometida pelas entidades com quem mantém contratos de patrocínio. O Banco condiciona a manutenção do apoio ao vôlei ao pronto esclarecimento dos fatos denunciados e à imediata adoção de medidas corretivas.

O Banco do Brasil já solicitou esclarecimentos à CBV imediatamente após a divulgação dos primeiros fatos e aguarda as respostas da entidade para avaliar os desdobramentos relativos ao contrato de patrocínio.

Apesar de não ter responsabilidade legal ou contratual para fiscalizar a aplicação dos recursos do patrocínio, o Banco do Brasil entende que é necessário a CBV adotar novas práticas de gestão que tragam mais transparência para a aplicação dos recursos e, por exemplo, vedem a contratação de empresas que eventualmente tenham como sócios dirigentes da Confederação.

O Banco do Brasil apoia o vôlei brasileiro há 23 anos, período em que o Brasil, nesta modalidade esportiva, conquistou 19 medalhas olímpicas e mais de 50 títulos mundiais na quadra e na areia, em todas as categorias.

Via: Ahe – IG


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